
A propósito do resultado eleitoral da Grécia,lembrei-me das maiorias inúteis...
Podia ter-me lembrado das minorias úteis...
A questão,a meu ver,é semelhante.
Os grandes partidos apresentam os seus candidatos,com o objectivo de "engordarem" cada vez mais.
Geralmente esquecem os seus princípios programáticos e para se apresentarem com honestidade proclamam uma série de políticas incompatíveis com o seu próprio programa e chamam pessoas de quadrantes opostos,para darem sinal de abertura e de honestidade!
Vão buscar meia dúzia de inúteis (basta comparar a qualidade de um Grupo Parlamentar de hoje com o de há 15 anos) e apresentam como candidatos pessoas que,no seu Círculo,motivam objecção de consciência.
Alguém estará no lado errado:ou os eleitores que não se reconhecem em quem lhes é apresentado,ou os candidatos que,a aparecerem,o deveriam fazer noutro Partido!
Os pequenos partidos têm outro tipo de problemas:ou mantêm os seus programas e as suas ideias(e nunca deixarão de ser pequenos,por mais que cresçam) ou se posicionam de modo a "casarem" com um grande e "mamarem" da gamela do Poder.
Terão sempre a irresponsável liberdade de gritarem uma série de banalidades,agradando a todos,que sabem nunca lhes ser exigida qualquer responsabilidade:poderão ser meras "percentagens" para constituir a maioria do Poder.
Uma coisa mudou por cá:os pequenos já não são tratados com a arrogância de outros tempos.Nunca se sabe se não lhes terão que pedir por favor para constituirem uma maioria...
Enfim,problemas da Democracia que temos e tentamos exportar!
O "boneco" é antigo e identificado...
É brasileiro,como poderia ser português,grego,espanhol,francês,etc...
Para pensar a Democracia,como muitas outras "coisas",é que se deveria investir em think tank...
Mas não.Investimos no Berardo!