Com a vitória de hoje a Briosa está nas meias-finais da Taça.
É um tempo bom para boas notícias.
Porque não ganharmos a final e recuperarmos a Taça,a primeira delas todas,que ganhámos em 1939?!
VIVA A ACADÉMICA!
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Ontem fui à academia de ginástica. Hoje em dia tem de tudo, menos... ginástica. Então, para maior compreensão, um local cheio de aparelhos de tortura à guisa de melhorarmos a forma física, onde fazemos musculação, perdemos gordura na região abdominal e/ou glútea, efetuamos grandes caminhadas sem sair do lugar. Todo mundo já escreveu sobre isso. Eu fazia ioga e parei já fazem uns dois anos. Precisava expiar a culpa por quase 1 mês de desaparecimento daquele recinto. Tinha razões mas não desculpas. Enfim, apetrechos (caraca, nunca escrevi essa palavra, será que tá certo? ou é com x? eu heim...) na mochila (revista Carta Capital, carteira, toalhinha, etc) e lá fui eu. Com meu mepetrês na orelha. Começa a parada, a trilha sonora da academia é de deixar qualquer um surdo, menos aqueles professores, que segundo a moça da portaria, são os responsáveis pelo volume e repertório. Um horror! E eu com Jobim na orelha! Como estava começando pelos aparelhos, mudava de lugar, ficava longe das caixas, dali a pouco tava debaixo de uma, enfim, fui levando. Quando fui pra parte "aeróbica" é que danou-se: a bicicleta não sai do lugar, nem a esteira nem aquele monstrengo que você anda que nem pato. Resultado? Entrou o último disco do Chico Buarque na orelha e eu tive que cair fora dalí! Academias são incompatíveis com música boa, poesia de primeira, enfim, inteligência. Alguém conhece um headphone à prova de academias?
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
ACADÉMICA:UMA BELA DEDICATÓRIA
Num jogo contra o Sporting o resultado,digamos,aceita-se.
Sempre pensei que iríamos ganhar mas,nos últimos 10 minutos,cedemos o empate.
Para lá do bom golo de Éder,gostei da dedicatória que ele fez(até desculpo o cartão amarelo que levou com a homenagem):um grande académico e um grande homem que não foi esquecido por Éder e por ninguém:Dr.Barros.
VIVA A ACADÉMICA!
Sempre pensei que iríamos ganhar mas,nos últimos 10 minutos,cedemos o empate.
Para lá do bom golo de Éder,gostei da dedicatória que ele fez(até desculpo o cartão amarelo que levou com a homenagem):um grande académico e um grande homem que não foi esquecido por Éder e por ninguém:Dr.Barros.
VIVA A ACADÉMICA!
ÁGUIA DE GELO
Pelo menos esta não crava as garras nas costas de qualquer presidente desprevenido...
de China Daily/Reuters
de China Daily/Reuters
domingo, 18 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
O olho do hipopótamo
Quando era miúdo contavam-me uma história de caça relacionada com os olhos do hipopótamo.Era,mais ou menos,assim:
Os hipopótamos eram muito difíceis de caçar porque têm uma pele muito dura e as balas dificilmente a trespassavam.A única maneira seria acertar-lhe nos olhos.Mas olhos são tão pequenos que são um alvo difícil.
Para ultrapassar essa dificuldade,os caçadores utilizavam um artifício:levavam um açafate com pasteis de nata e passavam-no frente ao grande focinho do animal.
Aí o hipopótamo ficava com mais olhos que barriga e era muito mais fácil ser abatido!
Contavam cada coisa às crianças!!!
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
ACADÉMICA
Regressamos às boas notícias.
A Briosa foi ganhar 3 preciosos,e importantes,pontinhos a Olhão.
Bem estávamos a precisar desta vitória.
VIVA A ACADÉMICA!
A Briosa foi ganhar 3 preciosos,e importantes,pontinhos a Olhão.
Bem estávamos a precisar desta vitória.
VIVA A ACADÉMICA!
domingo, 11 de dezembro de 2011
Contra a crise...
...de botas na mão!
Isto parece um combate entre as Pirelli e as Putini.Estou a gostar mais destas.
As Pirelli só se despem em privado e com boas temperaturas.As Putini despem-se perante a multidão e com temperaturas negativas.
Aposto nas Putini!
Isto parece um combate entre as Pirelli e as Putini.Estou a gostar mais destas.
As Pirelli só se despem em privado e com boas temperaturas.As Putini despem-se perante a multidão e com temperaturas negativas.
Aposto nas Putini!
sábado, 10 de dezembro de 2011
Street Art,em Lisboa
Nas traseiras da Avenida da Liberdade,junto ao Hotel Tivoli,nasceu em 4 dias esta pintura do graffiter espanhol Aryz.
Fotografia de Rui Soares
Fotografia de Rui Soares
O roubo "alternativo"
Em Coimbra está em julgamento o caso de uma farmacêutica que,alegadamente,terá roubado meio quilo de cocaína do cofre da farmácia dos HUC...
Em Braga,foi assaltado o Banco Alimentar:desapareceram 100 quilos de alimentos e 14 tshirt...
Já se rouba a comida dos pobres!
Em Braga,foi assaltado o Banco Alimentar:desapareceram 100 quilos de alimentos e 14 tshirt...
PATRIMÓNIO CULTURAL DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
Espero que quando lá voltar,a Adega Pérola e a Flor de Coimbra se apresentem nas condições habituais.
Parabéns pela distinção.
Até qualquer dia.
Para quem não conhece,mal comparado até na dimensão,são uma espécie de Zé Manel dos Ossos,em Coimbra.
Parabéns pela distinção.
Até qualquer dia.
Para quem não conhece,mal comparado até na dimensão,são uma espécie de Zé Manel dos Ossos,em Coimbra.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Múmias
Há múmias tão bem conservadas que ainda agora,e todas as noites,fazem comentários na televisão.
Sinal de progresso:as funerárias evoluíram!
Sinal de progresso:as funerárias evoluíram!
MOSCOVO
Protestos contra a fraude eleitoral.
Começo a compreender a razão que me leva a estar sempre do lado das protestantes...
Há protestantes menos interessantes...
Começo a compreender a razão que me leva a estar sempre do lado das protestantes...
Há protestantes menos interessantes...
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
2012:crise profunda
Já nem haverá dinheiro para roupa...
Dantes matavam-se uns animais e aproveitavam-se as peles para "cobertura"...
Agora,para salvação dos animais,é proibido "vestir" peles!
Assim,até é melhor.
Tudo ao léu!
Quem é que não gosta do calendário da Pirelli?!
Agora,com 6 graus,até é agradável:antes tremer de frio que perder a vista!
Dantes matavam-se uns animais e aproveitavam-se as peles para "cobertura"...
Agora,para salvação dos animais,é proibido "vestir" peles!
Assim,até é melhor.
Tudo ao léu!
Quem é que não gosta do calendário da Pirelli?!
Agora,com 6 graus,até é agradável:antes tremer de frio que perder a vista!
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
FUNDO DE PENSÕES DOS BANCÁRIOS
Afinal,os Sindicatos da FEBASE não deram acordo para a transferência dos fundos de pensões...
Quem é que nos aldrabou??!!
Quem é que nos aldrabou??!!
Acidente de luxo!
Numa auto-estrada japonesa,domingo passado,chocaram 8 Ferraris,1 Lamborghini,3 Mercedes de luxo...
Viva a fartura!
Fotografia de @REUTERS/Kyodo
Viva a fartura!
Fotografia de @REUTERS/Kyodo
Gabriela e o mirtilo
A vida,a vida real,conhece-se nos transportes públicos.
Hoje,no autocarro da hora dos velhos,onde todos falamos sem preconceitos,conheci mais uma história real.
Tivesse eu o dom da escrita,como os meus amigos QP e RF,e saía daqui uma novela à séria.Assim,irá sair uma descrição mal amanhada...
Quando entrei no autocarro,dei as boas tardes como é hábito.
Também,como é hábito,todos me responderam.
Sentei-me num daqueles lugares onde vão quatro(dois de frente e dois de costas) e tive a sorte de ir de frente.
A meu lado estava uma rapariga de cinquenta e muitos,bem apessoada mas com ar de quem já tinha tido uma vida melhor.À minha frente,uma rapariga na casa dos 60,amiga da minha companheira do lado.
Conversavam uma com a outra,quando a minha companheira(a quem a amiga da frente tratava por Gabi) disse que tinha passado pelo "pingo"...
Meti-me na conversa e,lembrando-me destas coisas que andam na net,perguntei:então a senhora foi ao "pingo" e não trouxe mirtilo?!
Mirtilo?!o que é isso,senhor?
É uma erva,tipo salsa,disse a amiga da frente.
Eu afirmei,categoricamente:é um peixe!
A Gabi disse-me que a última vez que comprou peixe foi em Setembro e,a partir daqui,desenrolou-se uma grande conversa que se prolongou na paragem em que ambos saímos.
A Gabi tem 58 anos e está desempregada há 10.Toda a vida trabalhou numa "cerâmica",onde já seus pais trabalharam,e que faliu...
Esteve 2 anos a receber do "desemprego" e pronto.
Disse-me que eu tenho a sorte de não saber o que são "sardinhas de barrica"(as de salmoura,que conheci mas nunca apreciei) e que,comprou sardinhas em Setembro para as pôr em salmoura.Vai ser o peixe que irá comer nos próximos meses.
Quase arranquei os poucos cabelos que me restam por ter brincado com o mirtilo!
A Gabi voltou a ter couves e galinhas no quintal e anda a tentar convencer um vizinho,com casa abandonada,a deixar-lhe utilizar a "casa do cão" para ela criar um porco.
Neste momento recebe uma pensão de 123 euros,mas já comprou um bom bacalhau para o Natal.
Desculpe Gabi.Mirtilo,não é peixe.
Bom Natal,Gabi.
Hoje,no autocarro da hora dos velhos,onde todos falamos sem preconceitos,conheci mais uma história real.
Tivesse eu o dom da escrita,como os meus amigos QP e RF,e saía daqui uma novela à séria.Assim,irá sair uma descrição mal amanhada...
Quando entrei no autocarro,dei as boas tardes como é hábito.
Também,como é hábito,todos me responderam.
Sentei-me num daqueles lugares onde vão quatro(dois de frente e dois de costas) e tive a sorte de ir de frente.
A meu lado estava uma rapariga de cinquenta e muitos,bem apessoada mas com ar de quem já tinha tido uma vida melhor.À minha frente,uma rapariga na casa dos 60,amiga da minha companheira do lado.
Conversavam uma com a outra,quando a minha companheira(a quem a amiga da frente tratava por Gabi) disse que tinha passado pelo "pingo"...
Meti-me na conversa e,lembrando-me destas coisas que andam na net,perguntei:então a senhora foi ao "pingo" e não trouxe mirtilo?!
Mirtilo?!o que é isso,senhor?
É uma erva,tipo salsa,disse a amiga da frente.
Eu afirmei,categoricamente:é um peixe!
A Gabi disse-me que a última vez que comprou peixe foi em Setembro e,a partir daqui,desenrolou-se uma grande conversa que se prolongou na paragem em que ambos saímos.
A Gabi tem 58 anos e está desempregada há 10.Toda a vida trabalhou numa "cerâmica",onde já seus pais trabalharam,e que faliu...
Esteve 2 anos a receber do "desemprego" e pronto.
Disse-me que eu tenho a sorte de não saber o que são "sardinhas de barrica"(as de salmoura,que conheci mas nunca apreciei) e que,comprou sardinhas em Setembro para as pôr em salmoura.Vai ser o peixe que irá comer nos próximos meses.
Quase arranquei os poucos cabelos que me restam por ter brincado com o mirtilo!
A Gabi voltou a ter couves e galinhas no quintal e anda a tentar convencer um vizinho,com casa abandonada,a deixar-lhe utilizar a "casa do cão" para ela criar um porco.
Neste momento recebe uma pensão de 123 euros,mas já comprou um bom bacalhau para o Natal.
Desculpe Gabi.Mirtilo,não é peixe.
Bom Natal,Gabi.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
domingo, 4 de dezembro de 2011
ACADÉMICA
Com a vitória de hoje,contra o Leixões,passámos aos quartos de final da Taça de Portugal.
Será desta que vamos ao Jamor?
VIVA A ACADÉMICA!
Será desta que vamos ao Jamor?
VIVA A ACADÉMICA!
sábado, 3 de dezembro de 2011
"Estou voltando para casa.E levo a vida na mala"
Este é o título de uma interessante reportagem,da autoria de Ricardo Marques,publicada no Expresso de 26 de Novembro.
Creio que os leitores brasileiros gostarão de a ler e por isso a transcrevo.
O chão desapareceu e ninguém deu por isso.Onde havia pedra e alcatrão há agora caixas e caixotes,sacos de plástico e sacos de pano,malas vermelhas,malas azuis e até malas que,podendo não o ser,parecem mesmo Louis Vuitton.Cátia e Renato navegam pelo mar de bagagens à porta do Cais da Rocha Conde d'Óbidos,em Lisboa,sem ligar aos detalhes.Gastaram 80 euros numa loja chinesa e enfiaram oito anos de vida em Portugal em 12 enormes sacos de viagem pretos,apertados com fita-cola e trancados a cadeado.Esta manhã,dia de voltarem de vez para o Brasil,a bordo de um navio transatlântico,têm os olhos demasiado pesados e vermelhos e uma sensação estranha de frio.Não dormiram a noite toda para que nada falhasse,mas sabem que falta alguma coisa."É uma palavra...Só não sei qual",lamenta Cátia.Renato não pode ajudá-la.
O regresso definitivo a casa dos imigrantes brasileiros,tendência com alguns anos,ganha uma nova dimensão nesta sexta-feira,18 de Novembro."It seems like Brazil is going home",brinca a responsável da operadora de cruzeiros enquanto tenta arrumar uma centena de passageiros junto ao edifício,à procura de espaço para estacionar um camião.São todos brasileiros vindos da Irlanda,o que torna desnecessária a tradução.Algo como:"Parece que o Brasil está a voltar para casa".
O regresso em massa é tão verdadeiro em inglês como em português.A novidade aqui é a forma de lá chegar.Nos últimos cinco anos,os imigrantes brasileiros descobriram nas rotas marítimas transatlânticas um oceano de vantagens.Poupam dinheiro(para todos,o bilhete é mais barato do que o de avião),não existe limite de bagagem(para muitos é o mais importante)e pelo meio têm quase duas semanas de férias(para alguns,as primeiras).Resultado:724 dos 1740 passageiros esperados no "Vision of The Seas" são brasileiros a caminho de casa.
O negócio é tão bom que custa a acreditar.Por isso,Marilda Possatti,42 anos,resolveu experimentar antes."Já fiz esta viagem no ano passado,só para ver como funcionava.Estou voltando para casa e levo a vida na mala.Só ficaram os móveis,porque são velhos".Marilda embarcou com 20 malas,que foi acumulando no último ano."Consegui um ótimo negócio na feira,comprei um monte delas,e encontrei algumas no lixo",explica.Na hora de lhes colar a etiqueta de embarque - com o nome e o número de camarote - são todas iguais."Olha as minhas mãos.Trabalhei oito anos em limpezas.Mas consegui tudo o que queria.Tenho casa e carro lá.Está na hora de regressar no Brasil.Aqui está ficando difícil e agora é descansar até chegar".
Para pelo menos cem brasileiros parados à porta do edifício do cais,a palavra,neste instante,é esperar.Voaram desde a Irlanda nos últimos dias e esta manhã ainda com as etiquetas do avião presas nas mochilas,foram os primeiros a chegar.Aquilo que esperam é verde e já tem um mês de alto mar.O contentor AWSU527001 tem capacidade para 25 toneladas de carga e mal se abrem as portas confirma-se que vem cheio de malas e caixotes."Nunca tinha visto uma coisa assim",admite ao Expresso um espantado Bruno Matos,general manager da agência de navegação Arenthern."Combinaram na Irlanda e mandaram vir de barco um contentor com a bagagem de todos.É impressionante".
Bruno sabe do que fala.Nos cruzeiros dos últimos anos tem visto muita coisa que não julgava possível.Como a história de uma mulher que,pressionada pelo atraso no embarque,garantia que a sua bagagem estava prestes a chegar."A meio da tarde aparece uma carrinha da Ikea cheia de móveis.Era a bagagem dela",conta.Apesar de os representantes da companhia de cruzeiros garantirem que há um limite de três malas e 90 quilos por passageiro,a realidade ultrapassa-os e a regra muda para um "desde que caiba no camarote".
Pode até ser incómodo para os passageiros,que dormem no meio das malas,mas a equipe de limpeza do navio agradece."Contaram-me que a viagem do ano passado foi aquela em que tiveram menos trabalho.Nem conseguiam entrar nos camarotes",confessa Bruno Matos.Este ano,a companhia de cruzeiros Royal Caribbean solicitou mais uma dúzia de bagageiros apenas para trabalharem dentro do navio,encaminhando até aos camarotes a bagagem que entra no porão.A uma média de seis a sete malas por passageiro,entraram no "Vision of the Seas" entre 10.440 e 12.180 malas.
Aparecido Moretti,58 anos,comprou as suas num chinês.São iguais às de Renato e Cátia.Dois amigos emprestaram a carrinha e a força de braços para a descarregar."Quantas malas são?Deixa ver...Dez,onze,mais aquelas ali...Umas dezoito.Mas levo tudo.Faltam-me dois dias para estar cá oito anos.Vou partir antes e vou levar a família comigo,filha,genro e neta.O que vou fazer?Ainda é cedo para me reformar,mas chegou a hora de voltar".
Para a família Moretti,casa é em Presidente Prudente,inspirada em Prudente de Morais,primeiro civil a assumir a presidência do Brasil.Tomou posse a 15 de Novembro de 1894 e,além de restabelecer as relações com Portugal,conseguiu um acordo que levou para o país muitos emigrantes japoneses.Hoje,muitos dos que lá chegam estão,na verdade,apenas a voltar.
Com perspectivas de crescimento económico em sentido inverso às de Portugal,e melhores que as da Europa,o Brasil recebe quem saiu e quem nunca lá esteve.Quem pode ir de navio e mesmo quem não tem dinheiro para voltar.De acordo com a Organização Internacional das Migrações,este ano já viajaram para o Brasil 455 cidadãos ao abrigo de programas de retorno voluntário,com bilhete pago.Foram 2023 desde 2007.
Pamella Suzarte,uma brasileira de 28 anos há doze em Portugal,trabalha numa agência de viagens na Praça do Chile,Lisboa.Vende bilhetes de avião e,nos últimos meses,especializou-se em idas."Por dia estamos a vender entre seis a doze bilhetes,muito mais que há uns anos.Está muita gente a ir embora.Alguns porque não têm emprego,outros porque têm.Há muitas empresas portuguesas que estão a abrir lá e levam os funcionários.Eu vou ficando.A última é minha",diz ao Expresso.
No "Vision of the Seas",explica Francisco Teixeira,director da Royal Caribbean em Portugal,"os passageiros são todos iguais"."Não há qualquer diferença entre turistas e quem regressa a casa.A filosofia de trabalho é a mesma".Com rotas sempre esgotadas,o mercado brasileiro é cada vez mais importante para os operadores e Lisboa ganha peso nos cruzeiros.Os embarques de Novembro,com os navios a atravessarem o Atlântico para o verão do Hemisfério Sul,explica fonte do Porto de Lisboa,são preparados seis meses antes e o Cais da Rocha Conde d'Óbidos(normalmente parado) é reativado.
Quem viaja começa a pensar mais cedo.Marco e Irene Malan já têm netos no Brasil."Decidimos há um ano que íamos voltar.Comprámos as malas na loja do chinês,sete euros cada uma".Meia dúzia direitinhas a Panorama,Espírito Santo."Vamos felizes,conseguimos o que queríamos,mas sete anos cá é tempo suficiente",conta Irene ao despedir-se dos amigos portugueses."Obrigado a vocês e a este país.Agora,vamos fazer uma viagem que nunca fizemos.Por mar".
Cátia e Renato já estão a bordo e com a bagagem arrumada.Não os preocupa o emprego - ele até já tem uma oferta para ganhar o dobro do que ganhava cá.Mas continuam com o mesmo problema.Falta-lhes uma palavra.Chegaram há oito anos,ele com 19,ela com 20."A nossa vida de adultos,aqueles anos em que vemos o mundo como ele é,estivemos em Portugal",confessa Renato."Deixo cá os meus pais,o meu irmão e minha irmã.Casaram ambos com portugueses.Agora vamos para o Brasil e não sei o que sinto.Não é medo,não é receio..."Talvez seja saudade.Ou a emoção de poderem abraçar a filha que deixaram lá com três anos.Chama-se Cristina.A palavra é essa.
Creio que os leitores brasileiros gostarão de a ler e por isso a transcrevo.
O chão desapareceu e ninguém deu por isso.Onde havia pedra e alcatrão há agora caixas e caixotes,sacos de plástico e sacos de pano,malas vermelhas,malas azuis e até malas que,podendo não o ser,parecem mesmo Louis Vuitton.Cátia e Renato navegam pelo mar de bagagens à porta do Cais da Rocha Conde d'Óbidos,em Lisboa,sem ligar aos detalhes.Gastaram 80 euros numa loja chinesa e enfiaram oito anos de vida em Portugal em 12 enormes sacos de viagem pretos,apertados com fita-cola e trancados a cadeado.Esta manhã,dia de voltarem de vez para o Brasil,a bordo de um navio transatlântico,têm os olhos demasiado pesados e vermelhos e uma sensação estranha de frio.Não dormiram a noite toda para que nada falhasse,mas sabem que falta alguma coisa."É uma palavra...Só não sei qual",lamenta Cátia.Renato não pode ajudá-la.
O regresso definitivo a casa dos imigrantes brasileiros,tendência com alguns anos,ganha uma nova dimensão nesta sexta-feira,18 de Novembro."It seems like Brazil is going home",brinca a responsável da operadora de cruzeiros enquanto tenta arrumar uma centena de passageiros junto ao edifício,à procura de espaço para estacionar um camião.São todos brasileiros vindos da Irlanda,o que torna desnecessária a tradução.Algo como:"Parece que o Brasil está a voltar para casa".
O regresso em massa é tão verdadeiro em inglês como em português.A novidade aqui é a forma de lá chegar.Nos últimos cinco anos,os imigrantes brasileiros descobriram nas rotas marítimas transatlânticas um oceano de vantagens.Poupam dinheiro(para todos,o bilhete é mais barato do que o de avião),não existe limite de bagagem(para muitos é o mais importante)e pelo meio têm quase duas semanas de férias(para alguns,as primeiras).Resultado:724 dos 1740 passageiros esperados no "Vision of The Seas" são brasileiros a caminho de casa.
O negócio é tão bom que custa a acreditar.Por isso,Marilda Possatti,42 anos,resolveu experimentar antes."Já fiz esta viagem no ano passado,só para ver como funcionava.Estou voltando para casa e levo a vida na mala.Só ficaram os móveis,porque são velhos".Marilda embarcou com 20 malas,que foi acumulando no último ano."Consegui um ótimo negócio na feira,comprei um monte delas,e encontrei algumas no lixo",explica.Na hora de lhes colar a etiqueta de embarque - com o nome e o número de camarote - são todas iguais."Olha as minhas mãos.Trabalhei oito anos em limpezas.Mas consegui tudo o que queria.Tenho casa e carro lá.Está na hora de regressar no Brasil.Aqui está ficando difícil e agora é descansar até chegar".
Para pelo menos cem brasileiros parados à porta do edifício do cais,a palavra,neste instante,é esperar.Voaram desde a Irlanda nos últimos dias e esta manhã ainda com as etiquetas do avião presas nas mochilas,foram os primeiros a chegar.Aquilo que esperam é verde e já tem um mês de alto mar.O contentor AWSU527001 tem capacidade para 25 toneladas de carga e mal se abrem as portas confirma-se que vem cheio de malas e caixotes."Nunca tinha visto uma coisa assim",admite ao Expresso um espantado Bruno Matos,general manager da agência de navegação Arenthern."Combinaram na Irlanda e mandaram vir de barco um contentor com a bagagem de todos.É impressionante".
Bruno sabe do que fala.Nos cruzeiros dos últimos anos tem visto muita coisa que não julgava possível.Como a história de uma mulher que,pressionada pelo atraso no embarque,garantia que a sua bagagem estava prestes a chegar."A meio da tarde aparece uma carrinha da Ikea cheia de móveis.Era a bagagem dela",conta.Apesar de os representantes da companhia de cruzeiros garantirem que há um limite de três malas e 90 quilos por passageiro,a realidade ultrapassa-os e a regra muda para um "desde que caiba no camarote".
Pode até ser incómodo para os passageiros,que dormem no meio das malas,mas a equipe de limpeza do navio agradece."Contaram-me que a viagem do ano passado foi aquela em que tiveram menos trabalho.Nem conseguiam entrar nos camarotes",confessa Bruno Matos.Este ano,a companhia de cruzeiros Royal Caribbean solicitou mais uma dúzia de bagageiros apenas para trabalharem dentro do navio,encaminhando até aos camarotes a bagagem que entra no porão.A uma média de seis a sete malas por passageiro,entraram no "Vision of the Seas" entre 10.440 e 12.180 malas.
Aparecido Moretti,58 anos,comprou as suas num chinês.São iguais às de Renato e Cátia.Dois amigos emprestaram a carrinha e a força de braços para a descarregar."Quantas malas são?Deixa ver...Dez,onze,mais aquelas ali...Umas dezoito.Mas levo tudo.Faltam-me dois dias para estar cá oito anos.Vou partir antes e vou levar a família comigo,filha,genro e neta.O que vou fazer?Ainda é cedo para me reformar,mas chegou a hora de voltar".
Para a família Moretti,casa é em Presidente Prudente,inspirada em Prudente de Morais,primeiro civil a assumir a presidência do Brasil.Tomou posse a 15 de Novembro de 1894 e,além de restabelecer as relações com Portugal,conseguiu um acordo que levou para o país muitos emigrantes japoneses.Hoje,muitos dos que lá chegam estão,na verdade,apenas a voltar.
Com perspectivas de crescimento económico em sentido inverso às de Portugal,e melhores que as da Europa,o Brasil recebe quem saiu e quem nunca lá esteve.Quem pode ir de navio e mesmo quem não tem dinheiro para voltar.De acordo com a Organização Internacional das Migrações,este ano já viajaram para o Brasil 455 cidadãos ao abrigo de programas de retorno voluntário,com bilhete pago.Foram 2023 desde 2007.
Pamella Suzarte,uma brasileira de 28 anos há doze em Portugal,trabalha numa agência de viagens na Praça do Chile,Lisboa.Vende bilhetes de avião e,nos últimos meses,especializou-se em idas."Por dia estamos a vender entre seis a doze bilhetes,muito mais que há uns anos.Está muita gente a ir embora.Alguns porque não têm emprego,outros porque têm.Há muitas empresas portuguesas que estão a abrir lá e levam os funcionários.Eu vou ficando.A última é minha",diz ao Expresso.
No "Vision of the Seas",explica Francisco Teixeira,director da Royal Caribbean em Portugal,"os passageiros são todos iguais"."Não há qualquer diferença entre turistas e quem regressa a casa.A filosofia de trabalho é a mesma".Com rotas sempre esgotadas,o mercado brasileiro é cada vez mais importante para os operadores e Lisboa ganha peso nos cruzeiros.Os embarques de Novembro,com os navios a atravessarem o Atlântico para o verão do Hemisfério Sul,explica fonte do Porto de Lisboa,são preparados seis meses antes e o Cais da Rocha Conde d'Óbidos(normalmente parado) é reativado.
Quem viaja começa a pensar mais cedo.Marco e Irene Malan já têm netos no Brasil."Decidimos há um ano que íamos voltar.Comprámos as malas na loja do chinês,sete euros cada uma".Meia dúzia direitinhas a Panorama,Espírito Santo."Vamos felizes,conseguimos o que queríamos,mas sete anos cá é tempo suficiente",conta Irene ao despedir-se dos amigos portugueses."Obrigado a vocês e a este país.Agora,vamos fazer uma viagem que nunca fizemos.Por mar".
Cátia e Renato já estão a bordo e com a bagagem arrumada.Não os preocupa o emprego - ele até já tem uma oferta para ganhar o dobro do que ganhava cá.Mas continuam com o mesmo problema.Falta-lhes uma palavra.Chegaram há oito anos,ele com 19,ela com 20."A nossa vida de adultos,aqueles anos em que vemos o mundo como ele é,estivemos em Portugal",confessa Renato."Deixo cá os meus pais,o meu irmão e minha irmã.Casaram ambos com portugueses.Agora vamos para o Brasil e não sei o que sinto.Não é medo,não é receio..."Talvez seja saudade.Ou a emoção de poderem abraçar a filha que deixaram lá com três anos.Chama-se Cristina.A palavra é essa.
VAGENDALISMO
Um contributo de MC
A economia íntima,com recurso a "espreita",pertencerá à economia paralela?!
A economia íntima,com recurso a "espreita",pertencerá à economia paralela?!
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
1º de Dezembro
Traz-me memórias diferentes.
A primeira é de revolta!
Revoltava-me contra meu Pai.Neste dia eu via os meus amigos,e colegas,desfilarem pelas ruas da cidade com uma farda "bonita".Meu Pai sempre me recusou essa farda...
Obrigado,Pai.
Outra,é que neste dia lembro-me sempre que há alguém que eu gostaria de atirar pela varanda...
Mas já são tantos que não tinha força para atirar todos.
Desconheço quem sejam os meninos da 1ª foto.
A primeira é de revolta!
Revoltava-me contra meu Pai.Neste dia eu via os meus amigos,e colegas,desfilarem pelas ruas da cidade com uma farda "bonita".Meu Pai sempre me recusou essa farda...
Obrigado,Pai.
Outra,é que neste dia lembro-me sempre que há alguém que eu gostaria de atirar pela varanda...
Mas já são tantos que não tinha força para atirar todos.
Desconheço quem sejam os meninos da 1ª foto.
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