terça-feira, 8 de novembro de 2011

PRETO!

O futebolês tem uma linguagem própria embora,para o comum dos adeptos,seja imprópria.
Nos Estádios actuais pouco do que se diz dentro do relvado é ouvido pela assistência.
Isso ficou para quem vê televisão.
É uma linguagem imprópria para quem seja,minimamente,educado.
Infelizmente passou a ser a linguagem normalmente utilizada por rapazes e raparigas do secundário e do superior.
Vemos,inclusivamente,treinadores com educação requintada utilizarem o futebolês,durante os jogos.
No momento,à falta de melhor assunto,discute-se a gravidade de um jogador,alegadamente,ter chamado a outro de "preto"!
A isto associa-se um racismo exarcebado.
Tem um grau superior de gravidade...
Mais leve,é ouvirmos durante um jogo as dezenas de "filho da puta","corno",cabrão","foda-se","caralho","vigarista","ladrão",etc.etc.
Soltam-se as virgens ofendidas por uma linguagem politicamente incorrecta.Admitem todos os outros palavrões,mas "preto" é intolerável!
Santa hipocrisia!
Quantas vezes,em locais públicos como transportes ou restaurantes,já ouvi uma mulher ser mimoseada pelo marido com um "sua cabra de merda!"...
Não sou adepto do futebolês,mas irrita-me mais a hipocrisia dos falsos moralistas.
Já agora acrescento uma estorinha.
Assisti ao vivo,quando era miudo,a esta cena durante um jogo de futebol(os intervenientes eram duas "estrelas" de então):
Ó preto,vai buscar a bola!
E tu não és preto?
Eu sou preto,mas sou doutor.



3 comentários:

Dom Rafael "O Castelão" disse...

Ó branco vai buscar a bola!
Vai tu que também és branco!
Pois sou...mas sou Doutor!
Chamar preto a um preto é racismo?
E chamar branco a um branco, o que é?
Também vi a reportagem do senhor preto do Braga todo zangado com o senhor branco Javi do Benfica!
Mas tá bem até a crise passa para 2º lugar!

Anónimo disse...

Para quê tanto barulho?
A falha do branco relativamente ao escurinho foi só meio grave: é que ele não disse "preto", disse "preto de merda". Logo só meio grave: o "preto". O resto está nos conformes.
mc

PS Recordo-me de um dia, na minha adolescência, um puto branco chamar, cheio de raiva, preto a outro miúdo. E este responder-lhe, com a mesma carga de raiva: "branco"!
Não são as palavras que contam: é a naturalidade ou o "pó" que nelas se põe...
N'é?
mc

Baguete disse...

Hoje em dia, infelizmente é assim: constatações de factos são "crime" e constatações de crimes são "factos"...