sexta-feira, 30 de outubro de 2009

ESTÁ NA HORA DE COMER O CÃO OU DE CRIAR GALINHAS


Curioso artigo de Ana Gernschenfeld,no jornal "Público"


O título do livro é altamente provocador e politicamente incorrecto:Time to Eat the Dog - The Real Guide to Sustainable Living.Mas fala de uma realidade incontornável.Foi escrito por Brenda e Robert Vale - um casal de arquitectos neozelandeses da Universidade de Victoria,em Wellington,gurus das construções "verdes" - que calculam que os cães de tamanho médio (tipo cocker spanielNew  ou dálmata) têm uma pegada de carbono anual duas vezes superior à de Land Cruiser da Toyota,com 4600 CC de cilindrada,a percorrer a "módica" distância de...dez mil quilómetros no mesmo período de tempo.Os autores mediram a ecopegada de uma série de animais - e nem os peixinhos vermelhos escapam incólumes:são precisos 3,4 metros quadrados de solo para sustentar um bichinho desses,"o que lhes confere uma 'marca de barbatana' de carbono igual à de dois automóveis",lê-se na revista New Scientist.
Se não for possível viver sem animaizinhos de estimação,os autores aconselham a trocar o cão e o gato pelas galinhas(que,para mais,têm a vantagem de fornecer ovos) ou ainda pelos coelhos -"se tiverem estômago para os comer a seguir" diz Robert Vale,citado pela mesma revista.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

UMA DÉCADA DE FOTOS DE REUTERS







Estes,são apenas alguns exemplos.
Vale a pena ver tudo,explicação e autores em

20minutos.es/

LATADAS




Veio-me à memória o dia da minha primeira "latada"!
A cabeça de um velho é um bocadinho complicada.Está sempre a ver passar "filmes" antigos
Nesse tempo,em 1961,os cortejos da latada eram por Faculdade.
Havia quatro cortejos,em dias diferentes.
O de Medicina e Farmácia
O de Direito
O de Ciências
O de Letras  
Comecei o dia com uma aula de Direito Constitucional,com o Prof.Dr.Carlos Moreira.
Como era dia de "latada",fui para a aula com uma vestimenta mais aligeirada:uma camisola de gola alta vermelha,umas calças pretas,uns botins pretos e...a minha jóia:um blusão de cabedal preto,cheio de fechos(à James Dean)!
As miudas das Letras não queriam ver outro caloiro!
O Prof.Dr.Carlos Moreira é que não gostou da indumentária!
Quando olhou para mim,durante a aula,pôs-me na rua!!!
Disse-me que aquela Escola não permitia a presença de teddy-boys!!!
Outros tempos e outros costumes.

Até tínhamos aula no dia da "latada"...    

Uma lembrança dos meus 18 anos! 



terça-feira, 27 de outubro de 2009

A GUERRA

Claro que pode ser feita...

Mas sempre com elegância e delicadeza.

A VERDADE (desportiva e as outras)

A verdade?!
A que nos continuam a impingir é MENTIRA!


A verdade é o que nós vemos e sentimos no dia a dia.
Não é "aquilo" que nos é fornecido por opinadores,bem ou mal pagos,que não conhecem o mundo nem a vida(até lhe chamam "país real" ou,os mais "intelectuais",chamam de "país profundo").
A verdade,essa,é o que nós vemos:
O dinheiro a não chegar para comer(a saúde é um luxo...),para vestir mesmo na loja dos 300,o centro da cidade habitado por sem-abrigos com casas abandonadas por todo o lado;os miudos,sem perspectiva de futuro,a abandalharem a sua vida;os velhos,numa estranha concorrência,a serem um impecilho para os mais novos;a justiça a ser injusta:é demasiado cara e demorada,pelo que só os ricos a ela podem recorrer;a tal segurança funciona pouco:os polícias,além de serem poucos e terem poucos meios,estão a ser desautorizados constantemente;o número de analfabetos(que não conseguem ler um jornal desportivo,quanto mais um livro...)tem aumentado;etc.
Esta,é uma visão demasiado a verde!
Poderão sempre falar daqueles senhores bem vestidos,com ar de doutores,que nos "invadem" a casa,diariamente,através da televisão...
Esses senhores,por muito sérios que sejam,estão a ser pagos para nos vender o seu produto!
Estão a pretender que vejamos aquilo que lhes é conveniente!
O futebol,é para ver nos estádios.
Os concertos,são para assistir ao vivo.
O cinema é para ver nas salas de cinema.
O teatro é para assistir nos teatros.
As refeições em família,são para ser feitas em casa e por nós cozinhadas,com os produtos frescos que produzimos ou adquirimos.
A vida é viver.
É mentira que seja estar sentado num sofá,ver televisão,ter um telemóvel de última geração e fazer milhões de contactos(a nível mundial) por computador.
Isso,é mentira!
A verdade,é que temos uma vida real,física,social e humana.
A verdade,é que vemos,ouvimos,cheiramos,sentimos...
Para além disto,começa a mistificação de toda a ordem!
VIVAMOS A VIDA! 
O tal impecilho,na realidade,é um empecilho!!! 

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

VOLTO A TER ESPERANÇA!

Aqui fica o artigo de Sérgio Ferreira Borges,publicado no Diário de Coimbra de ontem.
Como é sabido,não tenho qualquer responsabilidade na escolha do partido maioritário.
De acordo com o que penso,votei noutro partido e até consegui eleger um deputado(por sinal,já votado e eleito como líder parlamentar).
SFB sabe do que fala e oxalá ele me propague essa esperança.
Quanto ao VPV,acredita Sérgio,é um caso perdido.

Ainda por cima dizem-me que está a haver uma grande vaga de gin marado.

domingo, 25 de outubro de 2009

sábado, 24 de outubro de 2009

HORA DE INVERNO

Esta noite,às 2,não se esqueça de atrazar o relógio 1 hora.

Começa o Inverno...

3 PINTAS

A postagem anterior,de Maria,trouxe-me à memória a minha estadia em Tomar e um episódio que,creio,ainda não contei.
Aí vai.
Nos finais de 1964,ainda estudante mas já a trabalhar,recebi um telefonema de um senhor que me disse ser o dono e director do Colégio Nun'Álvares,em Tomar e que gostaria de falar comigo.Marcámos um encontro,no dia seguinte,em Coimbra no velho(e já inexistente) Café Internacional(junto à Estação Nova).
Encontrámo-nos e,após algumas explicações sobre o contacto,foi-me feita uma proposta de trabalho:eu seria um misto de professor e prefeito,de Português e Francês,teria um alojamento condigno na casa dos Professores(uma belíssima moradia na Praça em frente ao Colégio) e um ordenado bastante elevado para a época.Ou seja,cama mesa e roupa lavada e mais um dinheirinho importante!
Disse ao senhor,com a maior das veracidades,que nunca tinha dado aulas e que não sabia de Português e Francês o suficiente para ensinar.
Respondeu-me que sabia disso.Explicou-me o que pretendia de mim:aturar 3 alunos internos(um deles mais velho que eu),filhos de pais ricos,expulsos de todos os colégios do país e que precisavam,na óptica dele,de um companheiro que os domasse...
A professora anterior,que eu conheci durante um dia,era lindíssima,bem feita,mas não conseguia aturar as graçolas dos miúdos.Segundo ele,não se dava ao respeito!!!
Lá disse ao senhor que em Agosto seguinte eu seria chamado para a "guerra"...
A verdade é que aceitei o emprego!
Passados pouco dias,como jovem com pouco mais de 20 anos,já tinha sido adoptado por toda a gente.
Num café,frente à casa dos professores,juntava-se toda a gente importante que trabalhava no Colégio.
Convem referir que tive direito a um belíssimo quarto,com varanda para essa praça.
No café,um senhor com quase idade para ser meu pai,de uma das famílias mais conhecidas do Ribatejo(toiros e cavalos,está visto) fez a minha iniciação em Tomar.
Um professor,daqueles a sério,queixou-se que não tinha ninguém para jogar xadrez.
Disse ao "colega" que,quando lhe apetecesse,eu estaria disponível para empurrar umas pedras no tabuleiro.  
Um dia,jogávamos o tal xadrez.
O meu "colega",já nos 40,tinha uma gravata às pintas e "irritava-me" porque pensava muito nas jogadas,concentrando-se nas pintas da gravata.
Disse-lhe:"Deixe lá a porra das pintas e jogue!".
O homem levantou-se,deu-me duas bofetadas e saíu.
Suponho que,na minha vida,foi a única vez que me fiquei...
O meu amigo ribatejano,pôs-me uma mão no ombro e disse:
"Acalma-te rapaz!Portaste-te bem."
Vim a saber que o professor,há anos,era achincalhado nas aulas por ter três sinais,bem evidentes,na cara.Por isso,era conhecido por "3 Pintas".
Eu ignorava,em absoluto,esta questão.
No dia seguinte,pediu-me desculpa e agradeceu eu não ter reagido.
Quanto aos meus alunos,2 fizeram o 1º ciclo.
O outro não fez,porque fugiu do colégio antes dos exames em Santarém. 

 




quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Imagens recentes, de uma escavação recente, cerca de 6.300 anos mais recentes!

Depois de ver aquela imagem de um Neolítico lá tão longe e tão hermético, imagino, aos olhos de leigos (a estrutura ainda tinha os testemunhos e tudo!, nem estava aberta em área ainda) achei que talvez os espreitadores deste blogue gostassem de ver esta imagem. É igualmente hermética talvez, mas pelo menos dá para reconhecer uma calçada, que se supõe ser de um arruamento da antiga Vila de Dentro, na Tomar medieval.
Até D. Manuel ter uma veneta e mandar arrasar (ipsis verbis) a vila que se abrigava dentro das muralhas que hoje rodeiam o Convento de Cristo, obrigando todos a sair para ir habitar a Vila de Baixo (onde hoje está, junto ao rio Nabão) a vila era lá em cima (pelo menos entre o século XII/XIII e o XVI, neste local específico; mas sabe-se que a ocupação do morro remonta aos romanos na área dentro do castelo). Estes vestígios testemunham que, de facto , isso aconteceu.

Não saberemos mais se não se alargar a área escavada, por razões óbvias, mas são as primeiras imagens que se tem dessa Vila de Dentro desde que foi arrasada, em meados do XVI, para se aterrar e construir os terraços para os jardins e pomares dos freires de Cristo. As pedras das casas desmontadas devem ter sido aproveitadas na obra do convento, que passou a ser de clausura e ter seis claustros. Para quem não conhece, vale a pena a visita.

Por agora têm de se contentar com isto!

MORRO DOS MACACOS


Uma imagem recente.

O NOVO GOVERNO

Não faço ideia se este é pior ou melhor que o anterior.
Surpreendeu-me a manutenção de Rui Pereira na Administração Interna.
Parece-me uma transferência de frente de luta:dos professores para os polícias.
Veremos.

UMA CASA DO NEOLÍTICO

Restos da estrutura de uma casa do neolítico,encontrada ao norte da Ilha Jeju(Coreia do Sul).
Fotografia cedida pelo Instituto do Património Cultural de Jeju.

EFE

AINDA DO "OBJECTIVAMENTE"...


terça-feira, 20 de outubro de 2009

BREVE VISITA À CIDADE




Quando visito uma cidade desconhecida tenho,por hábito,procurar saber como os nativos fazem a sua vida,no dia a dia.
Claro que não ignoro as belezas que me são propostas,mas dou prioridade à "vida".
Foi isso que procurei fazer com Beth e Wilmar,na sua visita a Coimbra.
Deixaram o seu belo Audi num parque de estacionamento em que os nativos,diariamente,deixam os seus carros para irem ao trabalho.
Nesta cidade,no centro histórico,não há carros nem estacionamentos.
Partimos para a nossa visita a pé.
Houve tempo para ver os monumentos não referenciados,como o estranho Jardim da Manga,a Igreja e o Café de Santa Cruz,as ruas comerciais da baixinha,as ruas comerciais de referência(Visconde da Luz e Ferreira Borges),a lindíssima e esquecida igreja de S.Tiago e,por becos,chegarmos a uma "casa de pasto": Zé Manel dos Ossos,no Beco do Forno.
Claro que a ementa nada tem a ver com as dos restaurantes:comida caseira,com nomes estranhos e tratamento familiar.Aos visitantes oferece-se o contacto próximo e familiar com gente dos mais variados estratos sociais e das mais diversas profissões.
Dá para uma panorâmica,muito real,da forma como vivemos e nos entendemos.
À saída,Beth ficou admirada:havia uma casa comercial fechada(intervalo para almoço),mas com o seu mostruário de utilidades na rua!
Beth ficou a saber o que eram uns estranhos objectos de madeira:torneiras para pipas e as mais variadas formas e utilidades de rolhas de cortiça.
Quando me perguntava para que serviam aquelas rolhas tão largas,nem precisei de explicar:estava lá uma senhora,ajudada por um polícia de serviço,a experimentar uma rolha para o seu frasco de mel!
Ao ver a proximidade com os polícias,a minha própria,Beth estranhou:
-Vocês falam com a polícia?!
-Sim,os polícias são nossos amigos.Oxalá os deixem fazer o seu trabalho.
Daí,caminhando,fomos tomar um café numa esplanada no Parque Verde do Mondego.
Sobre o rio,com bandos de patos e gaivotas por companhia.
Continuámos a visita,utilizando um autocarro dos transportes públicos(os que utilizo no meu dia a dia) que dá para "sentir" uma cidade e o seu pulsar.
Percorremos a cidadela no pouco tempo disponível.
Ainda sobrou um bocadinho para um chá na minha velha casa(construída em 1902).
Adorámos conhecê-los.
Esperamos que Beth e Wilmar também tenham gostado.

Até breve.
Um breve acrescento:
Não sabia que havia fotografia do episódio,à porta da Casa Baía.
Quando Beth pretendia saber para que serviam aquelas rolhas tão largas  e apareceu uma senhora,com o seu frasco de mel,para ver se as rolhas tinham a dimensão conveniente.
Também o senhor agente da polícia lá estava.Cumpria uma das suas mais nobres missões:ajudar o cidadão.
Também só hoje vim a saber o final desta história:a senhora escolheu a rolha apropriada ao seu frasco de mel e deixou os cêntimos respectivos ao senhor polícia.Quando,após o almoço,o Celso Baía abriu a loja e recebeu os cêntimos do senhor polícia!
Vendo bem a fotografia,até posso vislumbrar o meu cirurgião(responsável pela minha operação) que,por acaso,tinha almoçado numa mesa ao lado da nossa e seguia para o seu cafezinho...
É assim a vida na aldeia.

BARCA SERRANA

A barca,noutros tempos,vinha das serras com os frescos e abastecia a velha cidade.
Hoje,outras barcas vêm de outras paragens e trazem uma frescura contagiante.
Voltarei ao tema.

Fotografia de Beth Lucas

domingo, 18 de outubro de 2009

VANDALISMO


Qual é o problema de sancionar coisas destas de forma exemplar?!


Os generais,Sarkozy e Passos Coelho



Aqui fica o artigo dominical de Sérgio Ferreira Borges,publicado no Diário de Coimbra de hoje.
Na generalidade,estou de acordo contigo Sérgio.
Uma coisa que escreves custa-me a engolir!
A da grandeza do carácter de De Gaulle e da sua liderança da resistência à ocupação nazi.
Tens por aí muita gente da Resistência,muitos felizmente ainda mais velhos que eu.
De certo,não compartilham dessa tua opinião.
Ao tempo,foi preciso andar com uma lupa,à procura de um general francês para o filme da "votória".
Aí surgiu esse pedante!
A Resistência foi feita sem generais e triunfou!
Um abraço.

Encontro em Penela

Caro RUI foi o começo dum dia de LUTA pela AMIZADE.
Lindo.
Um Abraço.
Dias.

sábado, 17 de outubro de 2009

NARCOGUERRA


Até parece uma guerra civil...

O ZÉ "POVINHO" QUE SOFFRE



Carta inedita de GOMES LEAL ao caricaturista ALFREDO CANDIDO
Alfredo Candido,caricaturista portuguez,de nome consagrado em Portugal e no Brasil,por uma grande gentileza,que muito agradecemos,permitiu-nos a publicação da curiosa carta inedita,do grande poeta que foi Gomes Leal,e a sua reproducção,feita de memoria,especialmente para a nossa revista,d'essa admiravel figura do Zé Povinho,obra genial de Rafael Bordallo,mas cuja expressão,transformada pelo talento de Alfredo Candido,vale por creação nova.
Este "Zé Povinho que soffre" é a figura principal d'um dos bellos quadros do
Album de Mefistofeles,a que se refere com tão altos e merecidos louvores o desgraçado e inolvidavel Gomes Leal,cuja memoria e cinzas ainda quentes não vacillou um dos nomes de maior responsabilidade litteraria,em manchar de sarcasmos injustos e descaridosos e cujos restos não foram parar há dias à valla commum por o não consentiu - por honra nossa - a Camara Municipal de Lisboa.
Ao menos esta é uma consolação e um motivo de orgulho para todos os portuguezes de sentimentos.
A família e os amigos do genial poeta depressa o esqueceram;mas o civismo dos vereadores,que fallam em nome do povo,salvando-lhe as cinzas,venerou-lhe a memoria.
Meu caro Amigo
O seu magnífico
Album de Mefistófeles deixou-me maravilhado...porque,na realidade,nunca o infernal maganão poderia ser mais jovial e macabro.
Ali se conhece de certo a chispa luminosa do riso delle,fulgurando por vezes com uns clarões de labaredas sanguineas,donde resaltam casquinadas metalicas;mas quanto àquelle certo cheiro especial,assás sulfuroso,que deixa o Maligno sempre atraz de si,nada de suspeito me chegou ao olfato.Este Mefistofeles,acabou de chegar decerto,de algum
boudoir de duqueza romana,ou de princeza de arrabalde fino de Saint Germain.Com o trato das pessoas pias e de boa sociedade,Mefistofeles tem-se civilizado.Não me ofendeu,confesso-o,a pituitaria!...
Abstraindo da parte política em que não entro - porque,então,em vez de um prefacio escreveria um dicionario - não encontro ali figura nenhuma que não seja de um desenho impeccavel,d'uma nitidez de baixo relevo,e de um realismo flagrante e popular,por vezes á Tenorio,á Velasques e á Goya.Basta só recordar as figuras da Liberdade,de Mefistofeles,do Zé Povinho,da Situação e varias outras. O meu amigo tem a sciencia do claro escuro e dos contrastes de luz e sombra,que poderão fazer de si o Gustavo Doré da caricatura.
Porém,de tudo,o que mais me impressionou e o que é mesmo entre tudo mais poetico e sugestivo,pela filosofia sentimental que dessa pagina se evola,pela nota enternecida que tem,é a figura comovida e sobria do Povo,vendo desfilar para o navio do exilio os marinheiros deportados. E,alem de toda a pagina que é correcta e nobre,fixou-se-me na retina espiritual aquelle tipo simbolico e popular do nosso mareante,figura mascula e insinuante de plebeu de olhos grandes e contemplativos,redondos e bondosos como de certos bois resignados,vendo entristecido os companheiros,os amigos,os parentes,talvez os irmãos,partirem para os exilios e os degredos.Muito melhor do que o farcista
Zé Povinho,-banal,chocarreiro e farçola-tipo da indiferença setica e bonhomia-misto ao mesmo tempo do Que importa? e da frase cinica de Camillo - deixae correr o marfim- este tipo representa bem melhor a maioria do nosso povo que sofre,que pacienta e se cala,mas que tambem se indigna e revolta e chóra.Creio que este,masculo e nobre,representa muito mais caracteristicamente a indole do nosso povo meridional e triste;no fundo muito mais melancolico do que jovial,muito mais contemplativo do que pascacio e bem mais sismador do que cinico.
Alem d'isto,é sempre humano e moral não rebaixar nunca a dignidade pessoal publica,a filha inata da nobreza humana.
Por tudo isto lhe dou os mais festivos abraços e rendo homenagem ao artista maximo que fica consagrado nestas eximias paginas.Possue o segredo magnifico do claro escuro,tem o impressionante realismo,a sabia gradação de contrastes.Mas sabe ainda mais alguma coisa que não se aprende,e que é um dom genial:sabe dar o gélido
frisson,aquelle mistico arrepio do misterio,como na grandiosa pagina da noite luarenta,em que sombras sinistras se destacam.
Palavra!por minha fé!vale bem a pena ser celebre para ser caricaturado pelo seu lapis!
Wagner diz que ficava triste quando se passavam quinze dias,sem que fosse caricaturado.Que diria elle se o conhecesse!...Meu caro amigo,resigne-se! Não é o Limoeiro que o espera,é palacio de oiro da Gloria...e talvez as duas coisas juntas. Que sucesso!... Posso bem apertar-lhe vigorosamente as mãos e exclamar como o Romano:
Tu Marcellus eris!
O seu amigo e admirador
Gomes Leal

Lisbôa,Rua do Sol-á Graça,1908

Publicado na Revista PORTUGAL,Rio de Janeiro,30 de Novembro de 1923

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

BRIOSA


A aposta em jovens treinadores,tem dado bons resultados.

Acredito que esta foi uma boa escolha.

A nossa Briosa vai regressar ao "bom tempo".

Boa sorte,André!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

MAITÊ PROENÇA


E se fosses à merda??!!
É apenas uma resposta a uma rapariga,que não conheço de lado nenhum,me entra na casa via televisão e nos insulta a todos!
O lixo deve ser tratado como tal.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

As Nuvens

Repara no pormenor das nuvens?
Vêz bem?
Se correcto e afirmativo está tudo nos conformes.
Um Abraço.
Dias.

Os neuro...peístas e Obama







Com um dia de atraso,aqui fica o artigo de Sérgio Ferreira Borges,publicado no Diário de Coimbra de ontem.



Confesso que,por motivos puramente pessoais,não li o texto com a atenção habitual.



Retive que o autor,tal como muitos analistas,considera que a atribuição do Nobel a Obama será,porventura,prematura.



Embora concorde com as tuas dúvidas,Sérgio,também concordo com a argumentação emitida,oficialmente,pelo Comité Nobel,justificando a atribuição do Prémio.



O Mundo,hoje,já não vê o Império e Obama é um líder forte(mas não um Imperador).



O relacionamento entre povos,religiões,culturas,etc. tornaram-se mais normais e distendidas.



Através desse novo relacionamento,acredito que a "guerra" possa ter uma pausa muito longa e que,as responsabilidades,sejam atribuídas a cada líder e não ao "autista imperador".



Confio em dias melhores.