domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sócrates e o legado de Salazar

Aqui fica o artigo de Sérgio Ferreira Borges,publicado no Diário de Coimbra de hoje.
Parece-me que andam a fritar o engenheiro em lume brando...

VENDAVAL

Foi difícil, mas consegui tirar esta foto.
Muito vento, peso só 63 quilos.
Um Abraço.
Dias.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

VENTO

Parece que este sábado o senhor vento se instalou por aqui.
Voam chapas de zinco,papeis,toldos,árvores,etc.
Segundo a metereologia,o vento está a partir para o Norte mas,cada vez com mais força.
Por aqui,deixou umas rajadas entre os 100 e os 140 kms/hora.
Aguardo que ele se vá,de vez.
Logo tenho que ir jantar a Lamas.
À espera,a nossa Confraria tem uma chanfana de cabra velha e o mais-que-bom vinho de Lamas.
Não há vento que possa impedir o repasto...
Até amanhã.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

ADORÁVEIS CARTUNISTAS

Fiz uma visitinha no site do Ziraldo no UOL
e olhem o que encontrei - um cartum
de 5 de fevereiro de 1975.
Alguém sente saudades daqueles tempos?

EQUIPAMENTOS NIKE

No Mundial,na África do Sul,os equipamentos ecológicos da Nike,serão estes.
Já tenho visto pior!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

OS CAÇA-RATOS

MIMOS PARA UM VELHO

Já algum tempo que não assistia a um jogo de futebol europeu.
Então,descalcei as chinelas e fui ver o Benfica.
Aproveitei os meus "direitos" de velho na CP e fui almoçar a um restaurantezinho,já muito mais velho que eu,ali para os lados de Saldanha.
Estava com uma grande constipação e,a falar,saíam-me uns sons guturais...
Depois de almoço,mais compostinho,fui apanhar o Metro.
Esqueci-me que o meu aspecto,alto e louro,de olhos azuis,podia provocar alguma confusão...
Apareceu-me uma senhora,ou menina,impecável na sua farda,com uma mini saia respeitável,identificada com uma placa que dizia "Vanessa qualquer coisa",tentando ajudar um velho perdido na capital.
Então,em "inglês técnico",a senhora(menina),junto à estação de Metro,disse-me que eu estava em "Salt of Nha"!Mais um pouco de "inglês técnico"(e eu só me atrevia a olhar para o magnífico aspecto,com a mini saia a condizer),a "Vanessa" ficou a saber que eu queria ir ver o futebol ao Estádio da Luz.
Simpaticamente,a "Vanessa" deu-me um mapa do Metro para estrangeiros,e disse-me que tinha que ir até "Marquis of Pigeon House" e,depois,saír no "High of the Mills"...
Gostei de tudo.
Até do futebol.
Mas,mesmo com o "inglês técnico" não me esqueço das magníficas pernas da "Vanessa"...
O que um velho sofre!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

SUSHI

Que belo aspecto!
Fotografia de Paul millar/EFE

Aqui,AMI...stério!

Tenho alguma dificuldade em me pronunciar sobre este tema.
Nas últimas Presidenciais votei Manuel Alegre.
Em princípio,nas próximas irei repetir o voto.
Custa-me ver o Dr.Fernando Nobre,pessoa por quem tenho o maior respeito,metido nestas andanças.
De qualquer modo,aqui fica o artigo de Sérgio Ferreira Borges publicado no Diário de Coimbra,no domingo passado.
Deste atraso,só as lampreias é que têm culpa...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

ROSTOS DO MUNDO

FLUTUADORES

Ontem,pela primeira vez,levei uma das minhas netas à piscina.
Com uns plásticos mais que feios,nos braços e nas pernas,depositaram a menina na água(felizmente aquecida) e,eu,sentado numa estúpida cadeira de praia assisti ao "martírio"...
Durante aqueles 45 minutos,em que a menina até se sentia bem,comecei a imaginar uns flutuadores que me ajudassem a passar o tempo.
Lá veio mais um filme de velho...

MÚSICAS NA PASSARELA: A BELA DO DIA


video
PASSOCA - MODA DA PINGA

Composição: Ochelsis Laureano


Com a marvada pinga

É que eu me atrapaio

Eu entro na venda e já dou meu taio

Pego no copo e dali nun saio

Ali memo eu bebo

Ali memo eu caio

Só pra carregar é que eu dô trabaio

Oi lái!

Venho da cidade e já venho cantando

Trago um garrafão que venho chupando

Venho pros caminho, venho trupicando,

Xifrando os barranco, venho cambetiando

E no lugar que eu caio já fico roncando

Oi lái!

O marido me disse, ele me falo:

"largue de bebê, peço por favô"

Prosa de homem nunca dei valô

Bebo com o sor quente pra esfriar o calô

E bebo de noite é prá fazê suadô

Oi lái!

Cada vez que eu caio, caio deferente

Meaço pá trás e caio pá frente,

caio devagar, caio de repente,

vô de corrupio, vô deretamente

Mas sendo de pinga, eu caio contente

Oi lái!

Pego o garrafão e já balanceio

que é pá mor de vê se tá mesmo cheio

Não bebo de vez porque acho feio

No primeiro gorpe chego inté no meio

No segundo trago é que eu desvazeio

Oi lái!

Eu bebo da pinga porque gosto dela

Eu bebo da branca, bebo da amarela

Bebo nos copo, bebo na tijela

E bebo temperada com cravo e canela

Seja quarqué tempo, vai pinga na guela

Oi lái!

Eu fui numa festa no Rio Tietê

Eu lá fui chegando no amanhecê

Já me dero pinga pra mim bebê

Já me dero pinga pra mim bebê

Tava sem fervê

Eu bebi demais e fiquei mamada

Eu cai no chão e fiquei deitada

Ai eu fui prá casa de braço dado

Ai de braço dado com dois sordado

Ai muito obrigado!


Quando li a postagem do Rui Lucas chamada DESCAIPIRADA, na Marmita Filosófica, me enchi de brios! Como esse camarada, Nuno Pacheco, jornalista da matriz, sabe mais coisas sobre o xarope-dos-bebos do que eu, legítimo descendente dos criadores da teimosinha? Vou ter que reagir, a honra etílica nacional está em jogo! E botei logo uma dose de abrideira pra me inspirar e escrever sobre nossa espiridina, patrimônio científico, econômico, cultural, esportivo e espiritual do Brasil!

No segundo gole da santinha o efeito já começou a aparecer, me acalmei com a lembrança da gravação acima de Moda da Pinga, de um grande cantor e compositor paulista chamado Passoca, que, junto com o J.C.Mello e alguma jurupinga compuseram a música Perna Curta, cuja letra e arremedos eu coloquei anos depois, em 1977. Você pode ouvir o resultado no dial à direita, no seu vídeo. Essa gravação de Moda da Pinga, que Passoca traduziu para o masculino, está no disco BREVE HISTÓRIA DA MÚSICA CAIPIRA, ao lado das melhores canções sertanejas de raíz, com arranjos preciosos e delicados. A gente ouve o disco como se estivesse na varanda da casagrande de qualquer fazenda desse brasilão: um cantor, uma viola caipira, um violão e o resto é bijuteria, que tanto pode valorizar como desandar o trabalho. Como na confecção da famosa caipirinha: coloque uma boa dose de limpa-olho, um limão, açúcar e gelo. Cabe mais alguma coisa? É claro que sim, mas só aconselho o gengibre, em dose homeopática, para não virar uma caipira de gengibre. Se fizer com rum, vira “caipiríssima”. Com vodca vira “caipirosca”. Tem também “caipisaquê”, “caipinhaque” e até “caipicolé”, num bar que abriu bem aqui na esquina – o barman taca um picolé dentro do copo, pra donzela ficar se deliciando enquando endoida. Mesmo com todos esses apelos marketingueiros, o nome caipirinha reina absoluto com qualquer brendi, no mundo inteiro.

Rola por aqui uma pequena lenda sobre o nascimento da canjebrina que o nosso Nuno não incluiu em seu artigo: quando os escravos mexiam o tacho que fervia a cana-de-açúcar em fogo brabo, para fabricação da rapadura, poderosa até hoje nas mesas nordestinas, a fumaça que subia ficava retida no telhado e logo começava a pingar uma água que lhes ardia nas costas. Essa água que passarinho não bebe recebeu logo o nome de água que arde, aguardente. O dia em que um deles, cientista nato, experimentou, pronto. Foi a segunda descoberta do fogo!

Os donos das fazendas logo quiseram saber: que água-lisa era aquela que os serviçais tanto escondiam para beber nas noites de cerimônias de suas crenças ou de suas danças para saudar a terra de origem e manter sua cultura e tradição? Pois até hoje a santa-maria acompanha todas as seções das religiões afro-brasileiras e as rodas de samba. As igrejas ocidentais e acidentais continuam com aquele vinhozinho da missa. Já não sei de nada quanto às sacristias ou secretarias... Os donos de engenhos passaram a beber no final do dia, logo passaram pro horário integral. Até hoje o costume continua, só que com o nome de repiáuer. Naquele tempo, inglês era língua de pirata.

A maria-teimosa também atravessou os séculos curando diversos males e temperando milhares de pratos da culinária nacional. Será essa a origem verdadeira da nossa champanha-da-terra? Aquela água que pingava nas feridas dos negros? Impossível saber a nascente desse rio que desce queimando e sobe amaciando o mundo. Só sei que hoje, depois de desprezada por séculos em seu próprio país, a urina-de-santo é mais do que uma bebida, já é um produto rentável da cultura brasileira. Talvez agora a gente possa se orgulhar de nosso alpiste, juntando o nome à origem, como nas bebidas do primeiro mundo: vinho francês, vinho do Porto, uísque escocês, vodca russa, cerveja belga, saquê japones e... Cachaça Brasileira!

Obrigado Rui e Nuno pela inspiração. Graças a ela produzi o vídeo que acompanha essa falação. Poderia ficar dias aqui escrevendo sobre a nossa virgem sem repetir nenhum de seus nomes, mas está na hora da saideira. Prometo pesquisar mais um pouquinho sobre alguns custumes que envolvem nossa mulatinha, como dar o primeiro gole pro santo.

Salut e Amém!


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A REALIDADE ECONÔMICA 1: o que é marketing

Encontrei o Zé Mei ontem, vestido de árabe com alguns cartuchos de dinamite amarrados na cintura. Uma fantasia bastante óbvia nos explosivos tempos em que vivemos. Ficou de me mandar novidades, dentro desse cenário e hoje estava uma encomenda na portaria. Uma caixa pesada, o porteiro não arriscou colocar no elevador para eu pegar no terceiro andar. Podia entrar um síndico curioso no caminho e explodir com tudo.Ví o destinatário e levei para casa, abri agorinha no escritorio, portas fechadas, vendo o DVD do show que o Eric Clapton comandou para homenagear George Harrison. Costumo ver esse show quando estou meio que precisado de bom roquenrol para lavar a alma. Muitos gêneros musicais me lavam a alma, o problema é que o sabão vai ficando cada dia mais fraco, parece que os atuais estão mais preocupados em vender um monte deles do que manter sua qualidade. Esse é o problema da humanidade: quanto mais gente, piores.Voltando ao embrulho, lá estava a caixa de tenis Nike com uma pedra dentro e, amarrado a ela, um pedaço de serpentina onde o cara teve o trabalho de escrever o "ditado árabe":" A Simplicidade é um tesouro infinito. Se não podes ter o que queres, contenta-te com o que tens." Servia de legenda para essa foto, que eu até já tinha visto pesquizando na rede. Veio-me à cabeça um carro alegórico, na escola de samba Beija Flor de Nilópolis, cujo enredo deste ano é uma homenagem aos 50 anos de Brasília, nossa querida capital, também conhecida como Brasilha da Fantasia. Como eu ia dizendo, no tal carro alegórico viriam toda a corte federalense, desde o presidente Lula até os deputados distritais - algo como congressistas de segunda classe. Todos trazendo um galho de arruda na orelha, pra dar sorte e evitar o mau olhado. No mesmo carro, uma corda separando a área vip, os empresários candangos, lobistas, cafetinas, traficantes,embusteiros, todos com tráfego - e tráfico - livre naquela corte, onde são traçados os destinos do país, as políticas econômicas, sociais, esportivas e golpistas, onde são escritas as leis para serem cumpridas no resto do país, nunca lá. Lá onde estão os fantasmas de índios queimados, de cuecas forradas, meias sem furos, generais de pijama de flanela ou de madeira. Acordei na varanda, respiração ofegante, o sol batendo nos olhos e uma pedra na mão. Mas ainda é carnaval, minha gente. Demorei um pouco para entender que pedra era aquela, quando vi, meio escondido pela passista estampada na página colorida do jornal carnavalesco, a foto e a serpentina. Entendi tudo. Como meu amigo Rui Lucas costuma dizer, boa malha, apesar de manjada. Mas serve para ir recuperando a manha.