domingo, 20 de dezembro de 2009

O Natal com modenices



O azevinho perdeu o espírito de NATAL.
Neste bairro, Norton de Matos temos este arbusto de Natal.
O Arbusto veio de onde?
Um Abraço.
Dias.

As três guitarras do músico ligeiro

Aqui fica o artigo de Sérgio Ferreira Borges,publicado no Diário de Coimbra de hoje.
Tema:Carlos Paredes.
Não parecendo,é um tema denso.
O texto do Sérgio,que merece uma leitura ainda mais atenta,transmite-nos em "3D" a grandeza de um grande artista e da sua natural humildade.
Carlos Paredes,de um amigo,merece toda esta escrita que,para mim,além de boa é tocante.
Parabens,Sérgio.

Carlos Paredes,PRESENTE!

ZERO GRAUS!

Está um frio do caraças!

Vou enfiar os gorros,para aquecer!

sábado, 19 de dezembro de 2009

MINIATURAS EM BRONZE

Dizem que "estas",nos últimos dias,esgotaram!
Com uma venda súbita,superior à do "magalhães"!

MISTÉRIO...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

BOAS FESTAS

BOM ANO Dois Mil e Dez.
Muita Saúde.
Um GRANDE ABRAÇO.
Dias.

AFINAL A TERRA TREMEU MESMO! E AS PAREDES COM ELA!




Não soube se tinha sonhado. Dava-me alguma certeza, de ter mesmo acontecido algo, o facto de saber que o abat-jour do candeeiro da mesinha de cabeceira costumava fazer ruído sempre que se mexia na mesa, por estar lasso. E esse som estava bem vivo na memória recente...

Na altura apenas tirei um cobertor para trás, e achei estranho o calor súbito depois do frio habitual nas noites de Inverno neste sítio. O sono foi mais forte do que a curiosidade. Mas depois [devem ter sido as réplicas] voltei a acordar e decidi ligar-me ao "maravilhoso mundo novo" para ver se tinha sido só eu a sentir... E não tinha! :-)


Foram só 6 na escala de Richter, mas já achei assutador q.b.
O que terão sentido os monges deste Convento com o de intensidade 9 ocorido em 1755? :-)
Moro no último piso, 3ª janela a contar da esquerda,
duas janelas antes do abade da Rosa.
;-)


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

BAPTIZADOS E NÃO BAPTIZADOS

A acrescentar a outras diferenças,o Vaticano declara inválidos os casamentos entre baptizados e não baptizados.
E eu a pensar:

A época dos cristãos-novos já lá vai há uns séculos...

COIMBRA,PORTO DE MAR

Coimbra,centro de tres provincias riquissimas vae estar em communicação commercial com o Oceano.
Parece-nos inutil esmerilhar todas as vantagens desta novidade que são muitas e obvias.
No entanto o problema apresenta dois aspectos que teem sido debatidissimos e que são igualmente dignos de estudo.
O primeiro consiste na construcção do porto da Figueira da Foz,ligado a Coimbra por um canal de communicação com o rio Mondego desde a sua foz até Coimbra.
Para a primeira forma do grandioso emprehendimento foram apresentadas propostas por: uma casa ingleza,outra allemã e outra franceza.
A proposta ingleza abrange tres aspectos:
a) - o do porto da Figueira da Foz
b) - o do canal de Coimbra
c) - o dos caminhos de ferro a construir na zona central do paiz,a fé de serem conduzidos rapidamente a Coimbra os productos do interior.
Este projecto,depois de algumas alterações que deve soffrer parece que será o escolhido.
A segunda forma desenvolvida largamente pelo snr. Antonio Simões Lopes estuda os trabalhos e as despezas necessarias para tornar navegavel o Mondego desde a sua foz até à Portella.
O seu plano,resumidamente consiste no seguinte:
Montagem duas machinas sugadoras,uma de cada lado do leito do rio,para elevação da terra,areia e lado do fundo com que se construirão as avenidas marginaes;
Expropriação de parte das pequenas propriedades ribeirinhas na região comprehendida entre a confluencia do Ceira,na Portella,e o choupal,para sobre esses terrenos lançado o grande volume de areias de fundo,visto que nessa zona o rio espraia bastante e as insuas não teem bastante superficie para a recepção da totalidade do terreno a levantar; esse aterro,que será arenoso,depois de lhe ser addicionada cal e barro vermelho,diluidos por irrigações successivas,ficará apto para a cultura podendo vender-se com opção para o seu antigo possuidor.
Montagem de dispositivos ao longo das muralhas marginaes permittindo a applicação das aguas do rio á irrigação dos campos misticos.
As escavações para alicerceamento das muralhas e sucção do fundo deverão começar da foz para montante partindo-se de meio metro abaixo do nivel da baixa-mar na foz,o que será garantia da novigabolidade mesmo no ponto astronomico da baixa-mar.
O orçamento do snr. Simões Lopes calcula:
- Blocos para a construcção das muralhas .......   Esc. 7.200.000$00
- Abertura das manchas e limpeza do rio                     2.400.000$00
- Duas machinas sugadoras                                             500.000$00
- Duas machinas covadoras                                             200.000$00
- Dois guindastes                                                               10.000$00
- Dois batellões                                                                  10.000$00
- Para os estudos da obra                                                   36.000$00
- Para expropriações                                                         500.000$00
- Para realisação de trabalhos projectados                      3.000.000$00
              TOTAL                                                            14.450.000$00


quantia esta que,arredondada para 15 milhões de escudos é relativamente insignificante e triplicará,pelo menos,o valor actual dos campos de Coimbra.
Para a realisação desta obra calcula o snr. Simões Lopes,o praso de seis annos de trabalhos.


Naquele tempo,os jornalistas assistiam às reuniões da Câmara.
Publicado na revista "Portugal",em 30 de Novembro de 1923


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

NATAL NA ETIÓPIA

Na região de Oronia,as crianças desconhecem o que é a alimentação.

Fotografia de Irada Humbatova/EFE

domingo, 13 de dezembro de 2009

BERLUSCO AGREDIDO


Já um honesto 1º Ministro não pode passear,tranquilamente,em Milão...

Oh Vara-me Deus...!





Aqui fica o habitual artigo de Sérgio Ferreira Borges,publicado no Diário de Coimbra de hoje.
Sempre bem escrito,com uma visão lúcida e ironia q.b..

PEDRO TEIXEIRA 'CURIUA-CATU'





A meio da semana fomos surpreendidos,a maioria dos portugueses,com a grande honraria que o Brasil prestou a um seu herói.
A notícia era que o português Pedro Teixeira fora elevado a herói do Brasil.
Perguntávamo-nos:quem é este Pedro Teixeira?!
Mesmo nos meios geralmente bem formados,e informados,não se sabia.
Alguém,de Cantanhede,dizia haver lá uma estátua com esse nome...
Só através dos jornais e das televisões do dia ficámos a saber da existência de Pedro Teixeira.Figura desconhecida de quase todos,excepto meia dúzia de historiadores e investigadores.
Pescadas em várias fontes,aqui fica um pequeno resumo sobre os feitos desse tal Pedro Teixeira:chegou ao Brasil em 1607.
Instalou-se na Amazónia,ao tempo terra espanhola(Portugal estava sob o domínio espanhol desde 1580).Aprendeu a falar tupi,razão pela qual era acarinhado pelos índios tupinambá,com quem manteve sempre grande amizade.
Chamavam-lhe,em tupi,curiua-catu(Homem Branco Bom e Amigo).
Entre os seus grandes feitos,está a expedição que comandou,em 1637 e partiu de Gurupá com destino a Quito.
47 canoas e 2.000 pessoas (aventureiros,cronistas,capelães,soldados,arqueiros,índios,etc.).
Regressou dois anos depois,tendo em território peruano fundado o povoado de Franciscana,o que serviria como marco de ocupação portuguesa nas discussões do Tratado de Madrid,em 1750.
Lutou contra ingleses,franceses,holandeses e espanhóis.
Foi ele que marcou as fronteiras do Brasil actual.
Para uma informação mais completa e académica será bom consultar a obra da investigadora de ciências sociais e história luso-amazónica da brasileira Anete Costa Ferreira,"A Expedição de Pedro Teixeira - A Sua Importância para Portugal e o Futuro da Amazónia"(ed.Ésquilo).





Aos seus feitos podemos acrescentar,entre outros,a conquista da totalidade do rio Amazonas,a fundação da cidade de Belém e Manaus.
Enfim,um vulto português que,para a maioria de nós,era desconhecido!


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Natal em Coimbra



Depois de uma volta pela cidade de Coimbra para vêr o NATAL,
acho que isto é o melhor.
Há umas rotundas com uns leeds plantados nas ditas,
mas para a minha sensibilidade não me diz grande coisa.
Um Abraço.
Dias.

ASSOCIAÇÕES SINDICAIS

Segundo as previsões do infalível Prof. Kerosso,no próximo ano,para além das coisas negativas,iremos "assistir" a coisas positivas.
Vai "aparecer" o sindicato(seja lá o nome que tiver) dos membros do governo e o dos deputados!
O PR,coitado,é pessoa só e não dará para se associar.
Então,lá entre eles,discutirão as suas questões.
Se entrarem todos em greve,tipo greve à soberania,desde que façam a declaração a prescindir do salário em cada dia de greve,o povinho até agradecerá e não notará a diferença,por adesão à greve desses "soberanos".
Quanto mais descontarem,mais aumenta o PIB!

Este Prof.Kerosso vê cada coisa!!!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

PROTESTO DOLOROSO



Um jornalista filipino mostra o seu dedo,durante a manifestação silenciosa,reclamando justiça pelo massacre de 23 de Novembro,em Maguindanao,em que foram assassinados,pelo menos,30 jornalistas.
Fotografia de Francis R. Melesig/EFE

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O NATAL POR UMA CORDA...

Para as crianças,na generalidade,é uma época festiva.
Claro que para umas será mais festiva que para outras.
Quais serão as expectativas natalícias de Naresh,14 anos,que sofre de fluorosis,uma doença que provoca paralisia óssea?!
Naresh vive,preso por uma corda,atado a uma árvore para que não fuja de casa...
Como será o Natal de Naresh?!

Fotografia de Krishnendu Halder/Reuters

JÁ CHEGA!


Também estou com vontade de "partir" tudo!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

ATENAS



Mantem-se a tradição...

E se Sócrates fosse parecido com Obama...!


Aqui fica o artigo de Sérgio Ferreira Borges,publicado no Diário de Coimbra de ontem.
Até gostei do texto...
Mas parece-me um acerto de contas partidário!
Não sei se é para elevar Sócrates,se para rebaixar Obama...

Agora me ocorreu:não sei se serão colegas de diploma,mas não me lembro de ter ouvido falar,ou ler,em que Universidade Obama obteve o seu canudo!
Numa coisa,parece-me que Sócrates acertou:
refrescou e arejou o seu grupo parlamentar!
Já estava farto de ver as imagens das mesmas matronas e,grande parte delas,nem diz nada que se aproveite.
Agora sim.Já podemos regalar os olhos!
Diziam que o BE tinha o monopólio das deputadas bonitas...

Ora tomem!
Assim,caro Sérgio,pelo menos com as Irmãs de Maria nunca mais te chateiam...
Um abraço.

domingo, 6 de dezembro de 2009

CARREIRAS PROFISSIONAIS

Há de dois tipos:
 as que não passam do mesmo nível
 as que são sempre a subir
É preciso apanhar o "elevador" certo.

Cartoon de Medina 

 

ALVARÁ DE D.SEBASTIÃO




Sobre Francisco Barreto,capitão-mor da empresa do Monomotapa,superintender nos assuntos da Fazenda de Moçambique,Sofala,costa de Melinde,rio de Cuama e terras do Monomotapa.

Eu el rey faço saber aos que este alvara virem que eu mando ora Francisco Barreto do meu Consselho de capitão mór da empresa do senhorio de Manamotapa e pella confiança que delle tenho ey por bem que enquanto entender na dita empresa posa mandar nas cousas de minha Fazenda como per meus regimentos e provisões o podem fazer os capitães de Moçãobique e Çofala e os veedores de minha Fazenda da India.
E ysto se entenderá asy na fortaleza de Moçãobique,como na costa de Melinde e Çofala,ryo de Cuama,e terras do senhorio de Manomotapa.Pelo que mando a todos os meus officiaes e a quaesquer outras pesoas a que o conhecimento deste pertencer que o cumprão inteiramente porque asy o ey por bem e quero q1ue este valha como se fose carta feita em meu nome e passada pella Chancelaria posto que este por ella não pase em embarguo da ordenação do segundo livro titulo 20 que o contrario despõe.

Ambrosio da Costa o fez em Almeiry a 18 de Março de 560 e nove.E eu Miguel de Moura o fiz escrever.

                                   Rey
                                                                                                                       Ho Condo

Pera Francisco Barreto entender nas cousas da Fazenda de Vossa Alteza pela maneira acima.
Pera  Vossa Alteza ver.


In "A EMPRESA DA CONQUISTA DO SENHORIO DO MONOMOTAPA"
Organização,Introdução e Notas de João C. Reis   Europress,1984

O MILAGRE


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O começo da noite em Coimbra

Vi assim o resto do dia.
Um Abraço.
Dias.

Vamos apostar em PORTUGALIDADE?



Num momento em que a história assiste à entrada em cena de potências emergentes como o Brasil, a China, a Índia, o Irão ou a Venezuela, ... a sociedade volta a esperar – e temer – as conjunturas de mudança que a tendência para a acomodação teima em nem querer sequer antever. Acredito que o Portugal do pós-25 de Abril, o Portugal pós-moderno, se acomodou a um sentimento colectivo de “má consciência de si”, cristalizado em expressões recorrentes de um crescente individualismo como, “Só neste país...”, “Temos pena!” ou “Enquanto estamos assim, não estamos mal; podiamos estar pior!”. Esse cepticismo negativista explicará que se estranhe (custa a entranhar, a mudança...) a situação de um poder político que se apresenta "obsessivo" na afirmação um discurso que apregoa o sucesso nacional, a nível interno e externo.

Desde o fim da EXPO 98, que não se ouviam palavras destas a um governo. Estas palavras, ditas nessa altura e exactamente nesse período, granjearam o aplauso popular uníssono, mas só até à afirmação do "pântano" que se lhes seguiu... Voltaram o desânimo e o descrédito, no país em geral e na classe política em particular. O célebre computador Magalhães (e todos os outros computadores que, não sendo "produção portuguesa", fazem parte do plano tecnológico idealizado) surgiu artisticamente embalado num discurso identitário em que as palavras-chave são Inovação & Tecnologia. Todos – o 1º ministro, o presidente da república, os ministros e secretários de estado – têm o Plano Tecnológico na ponta da língua. Nem a oposição teve coragem – porquê? como? – para resistir a tão brilhante ideia, limitando-se a denunciar os contratos por ajuste directo a uma empresa feita para o efeito. (Fica-se sempre com a impressão que tiveram pena de não ter sido a empresa deles...). Não é a primeira vez que os governos procuram responder com desenvolvimento tecnológico (ou "progresso e modernidade") a situações de desastre económico. Quase sempre as mudanças surgem como resposta a situações de crise, mas só se instalam e frutificam quando são desejadas e compreendidas como desejáveis por uma maioria. A tecnologia produz receitas ao ser vendida e gera empregos ao ser produzida, mas só quando for manipulada por aqueles a quem se destina será útil. E só quando se revelar útil será aceite e desejada. Terão sido criadas as condições necessárias para que isso aconteça?

A incongruência dum discurso de sucesso surgido no âmbito de uma conjuntura de crise pode explicar-se por não ter havido o cuidado de alicerçar os números que justificam a eficácia do programa tecnológico na reconstrução duma imagem que contribuisse para enraizar uma nova noção de PORTUGALIDADE, neologismo que foi necessário criar para fugir aos traumas deixados pela eficácia da propaganda nacional do Estado Novo. Desde o 25 de Abril de 1974, nenhum governo ousou mexer nesta ferida aberta e as noções foram enterradas sob o termo pejorativo de Portuguesismo.

Ao contrário de outros, a pós-modernidade portuguesa parece ter optado por se afirmar apenas pela negação dos anteriores discursos identitários, nada tendo produzido em sua substituição... e talvez esse facto justifique a “má consciência de si” dos portugueses e uma certa tendência para o “deixa andar” e para a demarcação individual face a um colectivo aparentemente esvaziado de conteúdos. José Gil caracterizou recentemente a forma como este fenómeno se traduziu num medo de existir nacional.

O Europeu de Futebol fez o que nenhum governo antes ousou: pedir à população que voltasse a aprender o Hino Nacional, sem temer as conotações de belicidade colonial; fazer com que a bandeira deixasse de ser recusada como foleira e renegada logo à primeira vista. As Tecnologias de Informação fizeram o resto e uma Portugalidade, ainda sem conteúdos definidos, parece ter voltado a imbuir a cultura popular dos portugueses.


No fio condutor destas mudanças, a Iniciativa Magalhães pretende suscitar o desenvolvimento económico, tecnológico e profissional da população portuguesa, combatendo a info-exclusão como factor de competitividade nacional. O balanço recente de 4 anos de agenda tecnológica anuncia, em números, o sucesso alcançado: 1,5 milhão de portáteis entregues à população em geral e 500.000 Magalhães entregues nas escolas públicas ou privadas do ensino básico. Tudo gratuito ou a baixo custo e dotado de Banda Larga móvel. Uma versão do Magalhães está a ser estudada para a camada sénior da população e já foi anunciada a continuidade destes programas ao nível do ensino básico, com a previsão de outras 100.000 entregas em 2010. A pensar numa geração de pequenos descobridores de um Portugal inovador a navegar na Internet.

A mensagem não é inovadora... Reutilizam-se as atribuições identitárias do Portugal das Descobertas, mais uma vez sem se investir em (re)conhecimento da história e cultura nacionais. E, no entanto, esta será a grande oportunidade para o reconstruir de uma nova imagem de si! Numa sociedade de informação em que conhecer e ser conhecido são factores vitais para justificar o direito de ser "um" ( diferente de "mais um"), a cibercultura é um meio privilegiado de transmissão de mensagens identitárias. É essencial que Portugal se afirme e se reconheça pela diferença de ser, quer o pequeno país antigo descobridor de novos mundos para o Mundo, quer o criador da Lusofonia. Chávez, por exemplo, ao introduzir o programa da info-inclusão na Venezuela, baptizou-o de Canaima: um parque natural venezuelano, património da humanidade (Magalhães é conhecido como espanhol). Está a dotar esses computadores de um software livre, especialmente adaptado à realidade dos utilizadores venezuelanos. O investimento em cultura identitária é muito mais consciente e profundo. Porque terão os governos de tendência totalitarista uma noção tão consciente da força dos valores culturais? [pergunta tendencialmente retórica...]


Os jovens com menos de vinte anos já não se lembram como é o mundo sem internet... um mundo que personalizam à sua medida, entre triliões de escolhas possíveis sobre os mais diversos assuntos em diferentes línguas. Neste mundo, o conhecimento é cada vez mais encarado como uma de muitas formas de consumo: a cultura é cada vez mais cibercultura, ...uma cultura light à medida de todas as vontades calóricas. Neste contexto, as tecnologias de informação são um veículo priveligiado de dinamização e comunicação cultural e a disponibilização de computadores portáteis a um universo populacional alargado deve ser entendida como A OPORTUNIDADE DO SÉCULO na formação cultural, ultrapassando o potencial puramente pedagógico (... e demagógico) que se apregoa. O enraizamento cultural crítico e esclarecido deve ser perspectivado como o anverso da moeda em que o verso é a info-inclusão, ferramentas essenciais da competitividade. A democratização do acesso à sociedade de informação contribuirá, seguramente, para uma agenda de mudança da sociedade portuguesa. Talvez represente o epílogo do livro que narra as diversas mudanças lentas da evolução cultural e das mentalidades, na sequência lógica do último capítulo, em que se descreve a aceleração do tempo e e efemeridade do espaço que caracterizam a pós-modernidade... Até que ponto estarão TODOS conscientes do potencial da INICIATIVA MAGALHÃES e de como pode ser, simultaneamente, o fogo roubado no Olimpo por Prometeu e a caixa de Pandora?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

GUALDIM PAES,mestre do Templo





"Falleceu o irmão Gualdim,mestre dos Cavalleiros do Templo em Portugal,aos 13 de Outubro de 1195.Este,com muitos cavalleiros,povoou o castello de Thomar.Descanse em paz,Amen."

É esta a tradução do epitáfio latino gravado no túmulo de Gualdim Paes,que morreu no castelo erguido e defendido 
por êle e que foi sepultado na igreja de Santa Maria dos Olivaes,que êle fizera construir quando fundou Thomar.


  Gualdim Paes,um dos mais notaveis cavaleiros portugueses de todos os tempos,nasceu no ano de 1118 na vila de Amares.Filho de paes ilustres,foi creado de D.Afonso Henriques,a quem o ligou sempre uma grande amizade e a quem acompanhou á batalha de Ourique,onde D.Afonso o armou cavaleiro.Tomou então a cruz vermelha dos cruzados,onde florescia a Ordem dos Templarios que se fundára no ano em que ele nascêra.
Durante os cinco anos que por lá se demorou,bateu-se com tal denodo,erguendo tão alto o nome de Portugal: na conquista de Ascalona,no cêrco de Antiochia,nas terras do Egypto e da Syria,que ao regressar á pátria foi feito comendador da casa que os Templarios possuiam em Braga. Anos depois,em 1152,era comendador de Cintra e em 1157 foi eleito mestre da sua Ordem em Portugal.
O seu mestrado foi,politica e militarmente,notabilissimo. Desejoso de passar a séde do Templo para o sul do paíz,a fim de melhor exercer a sua acção contra os mouros,fundou o castelo de Thomar e a povoação a que deu o nome de Rio de Thomar,dando ao rio um nome derivado da desaparecida cidade de Nabancia,que os romanos tinham construido na margem fronteira:rio Nabão. Não se contentou com esta grande obra e reconstruiu os castelos de:Monsanto,Almourol,Zêzere e Idanha.
D.Afonso Henriques encarregou-o,em 1169,de conquistar o Alemtejo.
O emir Iacub,batido em Silves,reconquistára o Alemtejo,com excepção de Évora,e fôra pôr cêrco a Thomar. Sucederam-se ahi os combates mais sangrentos desta guerra;ainda hoje uma das portas do castelo se chama Porta de sangue,em memoria do que ali foi vertido.
Venceram os Templarios e Gualdim Paes; os mouros retiraram-se,mas deixando Thomar arrasada!
Gualdim Paes reedificou-a e tão bem que um século depois contava a cidade 8.000 habitantes.

Texto publicado na revista Portugal de 30 de Setembro de 1924

HONDURAS


DIA DA RESTAURAÇÃO


Desta vez,quem atiramos pela varanda??!!