domingo, 20 de maio de 2007

GREVE


O Governo anunciou que todos os serviços pertencentes à Administração Pública têm disponível uma base de dados electrónica,através da qual fazem uma contabilização imediata dos trabalhadores que aderiram à greve.

Promete mesmo tornar públicos os mapas por serviços,os mapas por Ministério e os mapas globais.

As Confederações Sindicais protestam,contra esta medida intimidatória.

Há poucos dias,Alberto João Jardim dizia que eles "podim ser uns tipos porreirinhos,mas não eram nenhuns anjolas"...

O que é que tem a ver uma coisa com a outra?!

Eu,que não estou nem um bocadinho sintonizado com o Alberto João,também digo que sou o que sou,mas não sou anjolas...

E,ao arrepio do normal,até estou de acordo com esta medida do Governo.

Não vejo que qualquer funcionário público,do quadro,possa sentir alguma intimidação com tal medida.

Aliás,nem vejo que a verdadeira "contabilização" possa ser feita no dia da greve.

Ela só é real no dia em que se processam os vencimentos referentes ao período em que ocorreu a greve.

Só é grevista quem fez a sua declaração de greve e,como tal,deixa de receber o respectivo dia de trabalho.

Também para os Sindicatos é útil ter essa indicação real e não a do palpite dos telefonemas.

Também é bom que os dirigentes dispensados de serviço,dêem o exemplo e não se esqueçam de fazer a sua declaração de adesão e "sofram" o desconto desse dia de salário.

O que os serviços não têm legitimidade para fazer e fazem há vários anos é "pressionar" dias antes os trabalhadores,exigindo-lhes que digam se vão trabalhar ou se fazem greve.

Mas intimidação com a medida não existe:não há trabalhadores em Portugal que tenham o seu emprego mais garantido,que os do quadro da Administração Pública.

Apesar deste paleio,polìticamente incorrecto,até desejo que a greve tenha êxito.

11 comentários:

moitacarrasco disse...

Feio. Muito feio, mesmo.
Uma maldade das maiores.
Depois admirem-se que o sr ministro venha falar em blogaria de sarjeta!
Cuidado, amp.
Depois não diga que não o avisei!
Depois não se queixe!
mc

cego das névoas disse...

Ó magro pingo! Ó làdiz depenado!
Vocês leram?
Não sei quantos "As Confederações Sindicais protestam"!
E mais béu-béu, béu-béu...
Vocês não acham qu'é de dizer ó sr: "Conversa da treta"?
Acham qu'é pecado dizer "deixem-se de merdas"?
(Se calhar o santo padre não gosta!)
cn

PS: desculpem (e qu'ele me perdoe, também): eu queria escrever Santo Padre... Fique claro!
Vosso
c

Anónimo disse...

Abaixo os revisionistas!
Viva o Socialismo!
Agora, falando a sério, é evidente que AMP tem toda a razão.
Rocky

moitacarrasco disse...

Só por um motivo terá perdão:
desta vez não invocou em vão
o santo nome do nosso alberto joão.

moitacarrascão

moitacarrasco disse...

Já agora, porque não, ão, ão, ão?
(E a caravana a andar...)
mc

Tozé Franco disse...

Nada nho contra as greves. Aliás são um direito inalienável dos trabalhadores. No entanto, não percebo qual o medo da contabilização das faltas. è lógico que tem de ser contabilizadas.
Se calhar assim evita-se que alguns digam que fazem greve e depois metem uma qualquer justificação da falta.
Acho que estão no seu direito de fazer greve no entanto gostaria de dizer que dando eu aulas também, não tenho qualquer redução da componenente lectiva e já sabia que só me podia reformar aos 65 anos (embora tenha começado a trabalhar aos 22). Coisas...

Sei que existes disse...

Bem, o número de adesão à greve pode ser contabilizada pela não assinatura do livro de ponto ou o não picar o ponto... e oara isso não é necessário esperar pelo dia do vencimento.
E é bem verdade que muitas das vezes se verifica situações de pressão sobre quem quer aderir a uma greve (eu já estive nessa situação, mas nunca deixei de fazer uma única greve!), porque apesar de os trabalhadores da função pública serem possivelmente dos que menos risco têm de perder o seu emprego ( e por vezes serem quem menos regalias ou ordenado recebe...), há sempre as represálias que ocorrem ao longo da sua vida de trabalho que podem tornar a vida de muita gente quase insuportável (eu já tive de pedir transferência de serviço, por manter-me firme nas minhas convicções e fazer valer os meus direitos!...). e como se sabe, a função pública sempre teve gente contratada, que de um momento para o outro pode não ver o seu contrato renovado...
Beijos

aminhapele disse...

Tózé:
O seu comentário vem "acrescentar" valor ao assunto:em minha opinião tem sido "ignorada" a existência de professores no privado.

aminhapele disse...

seiqueexistes:
compreendo.e de que maneira,do que falas.
Sempre trabalhei no privado,mas conheço os "problemas" do público,porque muita da minha família directa,tem "sofrido" e bem,esse tipo de coacção e de chantagem.
Também nunca deixaram de fazer a sua greve.
Sofreram os respectivos descontos e as tais "represálias".
Algumas kafkianas.
No TIROMANTE estou a começar a publicar algumas delas.
O meu desejo é que a greve tenha êxito e,insisto,os dirigentes não se podem esquecer de fazer a sua "declaração de adesão" e sofrer o respectivo desconto.
Qualquer dia,um governo qualquer,de um qualquer partido do arco do poder,publicará o pagamento de um dia de greve de um dirigente e,isso,afectará de forma demolidora,a credibilidade dos dirigentes e dos sindicatos.
Agora,banco de dados electrónico não dá para assustar ninguém.
Repara que eu só falo de trabalhadores do quadro...

aminhapele disse...

mc:
isto não é ser mauzinho.
Nunca fui anjolas,nem sou.
O texto é assumidamente polìticamente incorrecto.
Só pretendo chamar a atenção de alguns descuidados crónicos.
No seu tempo,e no meu,no privado alguém se assustou com as cargas policiais e com a Pide?!
Porque fará tanta inquietação um banco de dados,a quem tem o emprego constitucionalmente garantido?!
Sei que isto é mauzinho e até não me passam atestado de esquerda,mas os "conservadores" mal sabem escrever e não resistiriam a um modesto debate ideológico...

aminhapele disse...

rocky:
sabes bem o que é uma greve e como se dirige.
Certamente não esqueceste os problemas causados pelos crónicos "esquecidos".
Um abraço,companheiro.