quinta-feira, 31 de julho de 2008

MÉDICOS:EXCLUSIVIDADE


Continuo a afirmar o que sempre tenho dito:nada me move contra a medicina privada.
Concordo,completamente,que um médico habilitado abra o seu consultório e se sujeite às regras do mercado.Pode praticar o preço que entender,para os seus serviços,cumprindo a legislação aplicável.Pode praticar no horário que entender e trabalhar o número de horas e de dias semanais que entender...
Nada tenho contra isso!
Tenho sim,e muito,contra a promiscuidade entre público e privado.
Continuo a defender o mesmo princípio que,por mais que uma vez,aqui tenho declarado:
Médicos formados em Faculdades de Medicina Públicas,teriam que ter entrada directa nos Hospitais Públicos para o estágio.
Findo o estágio,seria o Ministério que lhes passaria o Certificado Profissional que os habilitava a exercer como Médicos de Saúde Pública.
Seriam remunerados de acordo com as tabelas de "altos funcionários" do Estado.
Se desejassem passar ao privado,poderiam fazê-lo!
Pagavam ao Estado todo o investimento feito na sua formação.
Mas,o Certificado Profissional de Medicina Pública seria um exclusivo do Ministério.
A Ordem dos Médicos nada teria a ver com esta questão,como nada teria a ver com o número de alunos a inscrever-se,anualmente,nas Faculdades de Medicina Públicas.
Esta Ordem,tal como as outras,são "restos" corporativos que,hoje,não têm razão de existência.
Esta,uma maneira de formar médicos para o público,impondo-lhes obrigações mas compensando-os com remunerações dignas!
É pouco provável que,polìticamente,algum Governo esteja disponível para enfrentar a toda poderosa Ordem dos Médicos e levar a luta até ao fim!
Dito isto,nada tenho contra Faculdades de Medicina Privada.
São empresas,com uma lógica empresarial e como tal devem viver.
Não tenho que as financiar através dos impostos,como não tenho que financiar outras actividades empresariais.
O privado tem as regras do mercado...

1 comentário:

Anónimo disse...
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